Um espaço de ideias e partilha para todos os que amam o mar.
Sábado, 21 de Junho de 2014
O astrolábio

O astrolábio é um antigo instrumento para medir a altura dos astros acima do horizonte. Atribui-se a Hiparco, o pai da astronomia e trigonometria, a sua invenção. Ptolomeu designa por astrolábio a esfera armilar, que os árabes combinaram com o globo celeste e aperfeiçoaram criando assim o astrolábio esférico. Aqui referimo-nos ao astrolábio planisférico, uma simplificação que resulta numa projeção estereográfica polar da esfera celeste sobre um plano. Os gregos já o conheciam mas foi através dos árabes, que o introduziram na Península Ibérica, que chegou à Europa. O instrumento era composto por um disco graduado, a madre, onde se achavam colocadas várias lâminas circulares. Essas lâminas eram também graduadas à superfície das suas margens, permitindo através da alidade determinar a altura de qualquer astro. A alidade girava em torno do centro comum da madre e de todas as lâminas. Cada uma das lâminas ou discos servia para uma determinada latitude. No séc.XI, Zarquial, um árabe da Península Ibérica, idealizou um astrolábio universal com uma só lâmina e que servia para qualquer lugar. Com o astrolábio plano resolviam-se problemas geométricos, como calcular a altura de um edifício ou a profundidade de um poço. O astrolábio náutico foi a simplificação do planisférico e tinha apenas a possibilidade de medir a altura dos astros. Inicialmente tinham a configuração da face posterior dos planisféricos. No entanto e com a experiência dos pilotos ganhou nova forma. Deixou de ser fabricado em chapa de metal ou madeira e passou a fundir-se em liga de cobre de modo a que o seu peso, cerca de dois quilos, o sujeitasse menos ao balanço do navio. O disco inicial foi parcialmente aberto para diminuir a resistência ao vento. A forma definitiva do astrolábio náutico fixa-se assim numa roda, de 15 a 20 cm., com dois diâmetros ortogonais no centro da qual gira a medeclina. Esta alidade dispõe de duas pínulas com orifícios através dos quais se visava o astro. Num dos extremos da medeclina é intercetada uma escala de 0 a 90º gravada nos quadrantes superiores da roda. Para tomar a altura de um astro suspendia-se a roda na vertical pelo anel de suspensão, movendo-se a medeclina até que o feixe luminoso do sol atravessasse simultaneamente os dois orifícios das pínulas. A observação direta do sol não é possível sem danos para a vista pelo que se colocava, num plano inferior, um papel que assinalasse o feixe luminoso. Alguns minutos antes do meio-dia movia-se a mediclina no sentido ascendente até que, ao meio-dia solar, e num breve momento, a mediclina conservava-se estacionária para em seguida mover-se no sentido inverso. Pela maneira de como se efectuava esta operação era conhecida pelas gentes do mar como «pesar o sol». A leitura da escala, interceptada então pela medeclina, indicava a altura meridiana do sol que complementada com a consulta das tabelas de declinação do sol permitia calcular a latitude do lugar.

 

Cabo da esteira - Cabo usado para tensionar a valuma da vela.

 



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Quinta-feira, 19 de Junho de 2014
Desidratação a bordo – como prevenir.

A desidratação não é uma doença, mas sim um desequilíbrio momentâneo, causado pela perda excessiva de líquidos no organismo e, com eles, também dos sais minerais que tanto precisamos. Trata-se de um problema bastante frequente e que pode até levar à morte. Devemos ter especial atenção às crianças, cujo organismo tem cerca de 75% de líquidos, enquanto o de um adulto tem 60%. Convém, portanto, saber o que fazer para evitar e, se for o caso, tratar a desidratação a bordo. Nos passeios náuticos sob o sol, devemos beber sempre muita água. O objetivo é repor a água que é eliminada naturalmente pelo corpo, através do suor, da urina e da própria respiração — que não sentimos, devido ao vento a bordo da embarcação. Se quiser variar, consuma, também, chás, sumos naturais, etc. Devemos evitar bebidas energéticas, porque estas bebidas contêm uma concentração muito alta de sais mineiras e podem até piorar a desidratação se ela já estiver instalada no organismo. A desidratação pode ser detetada pelo aumento da sede, diminuição e escurecimento da urina, olhos fundos, dor de cabeça, sonolência, boca e pele secas e fraqueza, estes os sintomas mais comuns. Vômitos e aumento da frequência respiratória (como acontece nas crises de bronquite), também fazem o organismo perder água rapidamente. Mas a principal causadora da desidratação é mesmo a diarreia. A diarreia pode ser provocada por bebidas ou comidas contaminadas. Nos lanches a bordo, prefira sanduíches (sempre bem refrigerados), barras de cereais e, especialmente, frutas, que têm a vantagem de ser fonte não só de energia e sais perdidos na transpiração como, também, de água. Evite cremes, como chantili, maionese e carnes. 

 

Moitões - Conjunto de roldanas que servem para guiar cabos numa direção desejada ou para compor conjuntos para a redução de esforço.



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Terça-feira, 17 de Junho de 2014
Diário de Bordo - Parte II

O diário de bordo é um precioso auxiliar de navegação. Existem alturas em que o registo deve ser obrigatório. Todos os inícios do dia, mudanças de turno, alterações de rumo, marcações do ponto, alterações significativas do mar ou do tempo, etc. Numa viagem oceânica, quando nos cruzamos ou estabelecemos um contacto com outra embarcação, anotaremos o local do contacto, a nacionalidade, o rumo e o tipo do outro navio. Estas entradas poderão ter os seguintes dados: Hora (UT); Posição (latitude e longitude); Rumo; Milhas marcadas no conta-milhas; Velocidade do barco; Vento (direcção e velocidade); Tempo (pressão, temperatura, humidade); Outros dados interessantes. No final da viagem, à chegada encerraremos o diário dessa viagem anotando: Porto e hora da chegada; Horas do motor; Milhas do conta milhas; Horas e milhas gastas; Tripulação que chegou (pode haver trocas nas escalas efetuadas). A experiência ditar-nos-á os elementos que são mais importantes, até porque não fará muito sentido fazer um registo muito completo numa saída de um dia quando damos apenas uma voltinha. Ao invés, numa travessia longa de alguns dias ou semanas o registo torna-se útil nos dados para navegação, e mais ainda numa sempre possível e indesejável avaria. De alguma forma, o diário de bordo tem uma função semelhante à da caixa negra de um avião, na medida em tudo fica registado, pelo que é essencial em termos de segurança marítima. É organizado de forma cronológica, facilitando assim a localização dos conteúdos para efeitos de inspeção, de inventário ou ainda em caso de acidente.

Mastreação - Conjunto de mastros, retrancas, estais, brandais e demais peças que suportam as velas.


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Domingo, 15 de Junho de 2014
Diário de Bordo - Parte I

É o suporte onde se anotam e registam diversos fatores que ocorrem numa viagem. Apesar de não ser obrigatório na náutica de recreio, quando efetuamos uma viagem maior deve ser usado, pois além de ter anotada a atividade de bordo, acaba por ser uma excelente recordação das férias quando bem preenchido. Existem alguns modelos que se podem adquirir nas lojas da especialidade. Devem ter sempre uma página em branco e outra  que terá uma grelha de entradas com os itens a preencher. A página em branco servirá para anexar documentos, desenhos ou observações. O registo de entradas no diário de bordo deverá ser da responsabilidade de apenas um membro da tripulação, normalmente de quem se encarrega da navegação de bordo ou do responsável da embarcação. O seu uso obedece a regras simples mas metódicas, de modo a tirarmos dele alguma utilidade. Existem vários tipos de registo num diário de bordo que podem ser mais ou menos completos conforme a viagem a efetuar. Deverá haver uma primeira parte, em estilo de introdução, onde é inscrita a informação considerada relevante numa partida que poderá conter, entre outros, os seguintes dados: Porto e hora da largada; Porto e hora estimada da chegada; Quantidade de água e combustível a bordo; Horas de motor; Milhas do conta-milhas; Rol de tripulantes; Timoneiro/responsável. Poderá ainda descrever condições atmosféricas, mar, o abastecimento e a revisão efetuada (ou não) ao barco, e outro assunto que se julgue de interesse. As outras entradas serão feitas sempre num determinado intervalo de tempo a definir. Será normal pensar 2, 3 ou 4 horas. 

 

Esticador - Dispositivo usado para tensionar os estais e brandais.


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Sexta-feira, 13 de Junho de 2014
Superstições, mitos e lendas do mar - Parte II

O mar, bem como todos os outros elementos é um rico e fértil território para o desenvolvimento de mitos e lendas. Parte deve-se ao mistério e ao desconhecido que habita as paragens longínquas e parte é imaginação. Há muito se ouvem histórias sobre monstros e criaturas marinhas, fantasmas que assombram os oceanos. A figura mítica de Odisseus na sua trágica desventura de retorno à ilha de Ítaca, talvez tenha sido o primeiro a sofrer a fúria e as paixões das terríveis criaturas marinhas. Podemos destacar o episódio das sereias encantadas, que, com seus cantos, levavam homens e almas para o fundo do mar. Instruído sabiamente pelos deuses, Odisseus resolve o enigma: manda a sua tripulação tapar os ouvidos com cera de abelhas para que não ouvissem o canto temeroso das sereias e simultaneamente pede à mesma que o amarre ao mastro principal sem a cera nos ouvidos de modo a puder ouvir tão temeroso canto. Em outras histórias dizem que as sereias habitavam os rochedos entre a ilha de Capri e o norte da Itália. Eram tão lindas e o seu canto tão doce que atraíam os tripulantes dos navios que por ali passavam, fazendo-os colidirem com os rochedos e afundarem...No Triângulo das Bermudas, navios e embarcações misteriosamente desaparecem sem deixar vestígios. Algumas dessas lendas têm origem na realidade e histórias sobre este lugar continuam a surgir. As superstições, mitos e lendas, residem neste espaço entre a realidade, os fatos e a imaginação.

 

Mastro - Perfil vertical que suporta as velas e a retranca.


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Quarta-feira, 11 de Junho de 2014
Superstições, mitos e lendas do mar - Parte I

Apesar de toda a tecnologia —GPS, radares e sonares — quem se aventura pelo mar ainda mantém algum tipo de superstição. Esta superstição pode ser desde um amuleto da sorte ou azar. As superstições marítimas são bastante antigas, e pertencem a uma época em que a navegação tinha muito mais componentes de sorte do que de segurança e planeamento. Essa precariedade fez com que os antigos marinheiros desenvolvessem crenças de modo a que pudessem sentir algum conforto e esperança contra o medo da desgraça e da morte. Hoje em dia, apesar de toda a segurança disponível, busca e resgate de bombeiros e marinha, o mar ainda reserva surpresas e mantém-se por vezes bastante imprevisível. Algumas superstições marítimas mais conhecidas e que chegaram aos nossos tempos são: - Nunca rebatizar uma embarcação; - Colocar uma moeda de prata sob o mastro quando se arvora a embarcação; - Nunca dizer “boa sorte” a alguém que esteja numa embarcação; Não dizer a palavra "coelho" a bordo; não aceitar plantas nem flores a bordo; não sair (de um porto) a uma sexta-feira. As origens de cada uma das superstições muitas vezes têm uma explicação lógica: "coelho" porque os roedores tinham o mau hábito de roer os cascos dos navios quando eles eram em madeira e eram terminantemente proibidos a bordo; as flores, porque consumiam água doce, o bem mais precioso no mar; sair à sexta-feira porque antigamente os marinheiros eram pagos à sexta-feira, e encontrar um a bordo em estado de servir era impossível. No entanto apesar das explicações o ideal, nem que seja para conforto da alma, é mesmo respeitarmos as superstições!

 

Nó - Medida de velocidade da embarcação equivalente a uma milha náutica por hora ou 1,852 quilómetros por hora.



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Segunda-feira, 9 de Junho de 2014
Dez Mandamentos a bordo

O mar exige disciplina a bordo. Divertimento não pode ser sinónimo de desleixo e confusão. Como tal é importante que o comandante da embarcação coloque, antes de partir, as regras a cumprir a bordo sem parecer um ditador ou intimidar os convidados. 1. Tirar os sapatos ao entrar e arrumá-los  num local pré-determinado, assim como roupa, sacolas, etc. Nada deve atravancar as passagens ou dificultar o acesso aos equipamentos de segurança e manutenção; 2. Todos devem saber onde estão os coletes salva-vidas e a caixa de primeiros socorros; 3. Fumar no interior de um barco é irracional e no exterior, em movimento, pode ser perigoso; 4. Não dê palpites nem tente ajudar, a menos que o seja solicitado; 5. Não desembarque nem mergulhe com o motor ligado; 6. Use o mínimo possível de água doce; 7. No interior da cabine, não deve circular molhado pois o piso torna-se rapidamente escorregadio; 8. Se o WC do barco não possuir caixa coletora, deixe para usá-lo apenas com o barco em movimento. 9. Na utilização de equipamentos lúdicos, tais como boias, canoas, motos de água etc., é fundamental usar coletes e brincar o mais afastado possível de outras embarcações para que seu divertimento não se transforme no tormento do próximo;10. Última regra e fundamental: Respeitar as ordens impostas pelo comandante. Ele sabe o que faz e é legalmente o responsável pela embarcação e por aqueles que nela navegam.

 

Leme - Um dispositivo com a forma de uma chapa, localizado na popa do barco e que serve para governá-la.



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Sábado, 7 de Junho de 2014
Cuidados a ter quando navegamos à noite

Muita gente prefere navegar à noite, porque não se sofre tanto com o calor e o movimento de outras embarcações é menor. No entanto, apesar de ser uma experiência tão prazerosa quanto desafiante, a navegação noturna envolve mais riscos e, por isso, exige o dobro de atenção. Quando navegamos em águas que conhecemos bem, é mais fácil reconhecer os acidentes geográficos, mesmo à noite. Mas a coisa muda de figura quando a região é pouco conhecida. Apesar dos equipamentos eletrónicos, à noite, a visibilidade limitada é sempre um obstáculo. Se o mar estiver agitado, então, pior ainda. O aconselhável é redobrarmos a atenção, e seguirmos à risca algumas dicas de segurança, tais como: - Efetuarmos um check-up das luzes de navegação antes de partirmos; - Evitarmos manter uma dependência cega dos aparelhos eletrónicos, já que os mesmos que podem deixar de funcionar sem aviso prévio; - Procurarmos partir ainda sob a luz do dia e receber a noite já em mar aberto, porque assim temos mais tempo para nos habituarmos à escuridão; - Navegarmos sempre fora da cabine, porque, independentemente das condições climatéricas, a visibilidade aumenta bastante; - Tentarmos antecipar a sequência de pontos estratégicos previstos no trajeto. Por exemplo, a que horas encontraremos determinados boias e faróis; - Quando entrarmos num porto durante a noite, devemos apoiar a navegação em cartas atualizadas. Assim, evitamos a dificuldade de distinguir as luzes de balizas, faróis e boias das luzes da cidade, que se confundem; - Não devemos nunca sair sem consultar a previsão de tempo; - Evitar luzes internas na embarcação, porque a claridade das mesmas atrapalha; - Devemos Usar o radar. Ele é quase imprescindível à noite, porque “vê” obstáculos bem antes dos olhos humanos; - Devemos diminuir a velocidade, no mínimo, 20% em relação ao dia; - Devemos ficar atento a sinais de espuma na água, porque eles podem significar rebentações adiante.

 

Estai - Cabo de aço estendido entre a proa e o topo do mastro que impede o seu movimento para trás.


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Quinta-feira, 5 de Junho de 2014
20 Itens a verificar antes de sair – Parte II

Balde: Devemos ter sempre um balde a bordo, para ajudar a retirar a água que eventualmente entrar, mesmo que tenhamos bombas para isso, elas podem parar de funcionar; Estojo de primeiros socorros: Porque, afinal, acidentes acontecem. Periodicamente devemos verificar a validade de alguns produtos; Capota ou toldo: Num clima quente como o nosso, as capotas são fundamentais em qualquer passeio de barco para evitar insolações; Protetor solar Pelo mesmo motivo, e com uma agravante: com o barco em movimento, ninguém sente o sol queimar, mas queima…; Água nos tanques: Nem que seja para o chuveiro, para o lavatório ou sanitário; Água para beber: Não importa a duração do passeio, jamais devemos sair sem água fresca para beber a bordo. Nunca sabemos o que pode acontecer no caminho; Lanterna: importante para iluminar o porão ou para se efetuar alguma reparação mecânica a bordo; Caixa de ferramentas: Várias chaves de fenda, chave inglesa, chave Philips, alicate, braçadeiras, chaves de boca, chave para a porca do hélice, fusíveis, fita isolante, parafusos e porcas extras são fundamentais a bordo; Caixa térmica: Se não tiver frigorífico, tenha, pelo menos, uma caixa térmica com gelo a bordo; Pouquíssima bagagem: Menos bagagem igual a menos peso. No entanto é importante levar um boné, protetor solar e um casaco, de preferência impermeável, para o caso de chuva ou frio no regresso; Máscara de mergulho: Vamos precisar de uma caso tenhamos de soltar algum cabo enroscado no hélice ou verificar o estado do casco.


Cunho - Peça fixada ao convés usada para amarração de cabos.


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Terça-feira, 3 de Junho de 2014
20 Itens a verificar antes de sair – Parte I

Antes de sairmos devemos garantir que alguns itens básicos estão a bordo para evitarmos surpresas desagradáveis: Documentos da embarcação: Não importa a duração ou a extensão do passeio, devemos sempre ter a bordo o Livrete da Embarcação (com vistoria em dia); a Apólice de Seguro de Responsabilidade Civil de Danos a Terceiros; o Selo (comprovativo de pagamento do imposto sobre veículos); a Taxa de Farolagem e a Licença de Estação (se tivermos VHF); Cartas náuticas – Não devemos confiar só no seu conhecimento que temos da região ou no GPS, porque ambos podem falhar. Por isso, tenha sempre a bordo a carta náutica de papel da região; Documentos pessoais: A nível de documentação pessoal, é obrigatório: a Carta de Navegador de Recreio; Certificado de Operador Radiotelefonista; Bilhete de Identidade ou Cartão do Cidadão; Instrumentos de navegação: Tenha, pelo menos, um GPS, uma bússola (porque o GPS pode deixar de funcionar) e uma sonda para verificação da profundidade; Rádio VHF:É obrigatório apenas para algumas embarcações, mas o bom senso recomenda ter um a bordo de qualquer lancha ou veleiro; Combustível em excesso: Nunca devemos sair sem verificar o nível dos tanques e devemos calcular, com bastante folga, de quantos litros iremos precisar, em função da distância que pretendemos percorrer. Mas lembre-se de que quanto mais peso a bordo ou mais agitada estiver a água, maior será o consumo. Por segurança, adote a seguinte regra: 1/3 de combustível para ir, 1/3 para voltar e 1/3 de reserva; Radar: É indispensável para navegar à noite ou sob baixa visibilidade, porque, afinal, os barcos não têm faróis para iluminar o caminho. Refletor de radar: Pelo mesmo motivo, convém termos um refletor de radar, que indicará a sua existência no radar de outros barcos que estejam por perto. Instale um de alumínio e no local mais alto possível da embarcação; Cabos: Além de uma boa quantidade de cabos para ancoragens e atracações, leve também um cabo extra, para improvisar em caso de emergência (ex. reboque); Carga nas baterias:
O funcionamento de tudo o que é essencial na embarcação depende de energia: rádio, equipamentos eletrônicos, luzes de navegação e especialmente o arranque do motor. Portanto, sairmos para o mar com pouca bateria ou com uma bateria com problemas de carga é muito perigoso.

Molinetes - Um dispositivo mecânico ou elétrico usado para aumentar a capacidade de puxar um cabo.


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publicado por cartasdemarear às 13:52
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